As Escolas Publicas Vencem das Particulares em College Admissions?

Muitos pais nos perguntam se para “fins de college admissions” é melhor estudar numa faculdade particular bem conhecida versus uma escola pública. As palavras-chave aqui são “para fins de college admissions”. Ser pai e mãe definitivamente não é um “one size fits all” e os pais sempre procuram descobrir qual é a melhor situação escolar para seus filhos. E, os pais não devem tomar decisões com base apenas nas probabilidades de admissão da faculdade – esta é a maneira errada de abordar uma decisão crucial que envolve variáveis muito além do que simplesmente college admissions.

Um motivo válido para enviar seu aluno para uma faculdade particular é se você quer que ele ou ela tenha envolvimento em salas de aulas menores, aulas mais específicas, esportes ou ofertas especiais não oferecidas em faculdades públicas, um ambiente social particular, etc. Não estou dizendo que faculdades públicas não oferecem essas qualidades.

O nível de conforto é chave

Mais importante ainda, os alunos terão melhor desempenho – e serão mais felizes – em uma faculdade onde eles se sintam mais à vontade. Se um aluno realmente ama a Stanford, é um estudante natural, está pronto para um desafio acadêmico e a família pode pagar e acredita que a despesa vale a pena, então Stanford é a escolha certa. E note que a Stanford e outras faculdades privadas têm oportunidades de bolsa de estudos disponíveis. Se a escola pública local tem excelentes professores, uma programação completa e um ambiente seguro, pode valer mais para um aluno do que qualquer uma das faculdades mais famosas.

Não é uma boa ideia enviar um aluno para uma faculdade privada com a vã esperança de aumentar as probabilidades de admissão na faculdade. Essa foi uma estratégia antiga. Você quase pode ouvir dentro da cabeça pessoas dizendo: “O Joãozinho é definitivamente um homem de Harvard.” As coisas hoje em dia, referente ao processo de admissão para faculdades, mudaram muito e estão muito mais dinâmicos, podemos te garantir.

Oficiais de admissão fazem sua lição de casa

Os oficiais de admissões não ficam impressionados apenas com o fato de um aluno ter ido a uma escola particular no centro de São Paulo, por exemplo. Eles fazem suas pesquisas. Os gatekeepers de admissões conhecem o rigor de grande parte das escolas brasileiras, hoje em dia. Isso é particularmente verdadeiro para colleges que não pedem Course-by-Course evaluations de empresas que fazem equivalência acadêmica, como a WES por exemplo. Eles também têm que informar as estatísticas de estudantes aceitos nas suas instituições, e não necessariamente querem baixar seus dados, mesmo para um aluno que frequentou uma escola privada resistente. Tendo um alto impacto DENTRO da sala de aula do seu Colegial é fundamental, não importa a escola que você frequentar. E, sendo um aluno de alto impacto FORA da sala de aula, irá ajudá-lo a se destacar no processo de admissão. Lembre-se – as faculdades consideram o que os alunos trazem para o seu campus e salas de aula, e aceitam ESTUDANTES do ensino médio e não escolas de ensino médio.

Escolas públicas vs. Escolas privadas

Em muitos casos, comparando escolas públicas com escolas privadas é como comparar maçãs com laranjas, todas as taxas de aceitação para ambas em faculdades de renome são quase idênticas.

Então, sim, a maioria dos Ivies admitem aproximadamente 25% de seus applicants de escolas privadas e cerca de 60 a 70% de escolas público (o restante são de escolas paroquiais ou familiares, esses dados são para candidatos dos Estados Unidos), mas isso meramente reflete o fato de que mais alunos de escolas públicas aplicam para essas faculdades de peso – novamente, as taxas de aceitação são tipicamente iguais. Além disso, é importante notar que as faculdades não dão crédito adicional aos candidatos de escolas privadas, mesmo que seu trabalho acadêmico seja muitas vezes mais desafiador que o de seus colegas na escola pública. Mesmo que um aluno seja classificado em primeiro lugar em uma escola pública de peso não significa que ele será aceito para as faculdades de renome se ele ou ela tiver baixa pontuação no SAT ou ACT e nos SAT Subject Tests. E, os oficiais de admissão esperam maiores pontuações de Subject Tests de estudantes de escolas particulares, pois eles têm aulas menores e a suposição é que os professores dão mais atenção aos estudos e preparo para tais provas.

Competição tem um papel cada vez mais importante

Outra coisa a considerar é a competição – nas faculdades privadas de renome como Stanford e Harvard, apenas os melhores estudantes entram nas melhores faculdades. E, as faculdades levarão muitos atletas recrutados, estudantes sub-representados ou outras crianças que são aceitas em processos extra-ordinários que normalmente nem sequer nota suficiente ou GPA tem para tais universidades, mas trataremos desse tópico em outra postagem. Na verdade, é MAIS DIFÍCIL estar no top 5-10% da sua classe em um lugar onde quase todos são super qualificados versus uma grande escola pública onde a competição pode não ser tão feroz.

Pode parecer que é sempre melhor ir a uma escola pública, pois há mais alunos do que escolas privadas, menos concorrência em termos de classificação, uma melhor chance de estar no topo, se você é um estudante diligente. Mas, o outro fator para ter em mente, é que, se a escola não for muito boa, as chances são que os alunos não terão os resultados de testes padronizados ou o rigor dos cursos necessários para entrar nas melhores faculdades, qualquer que seja sua classificação. Eles podem precisar apoio e estudos adicionais fora da sala de aula, pegar cursos preparatórios para o SAT Reasoning e SAT Subject Tests on-line ou começar a faculdade no Brasil para depois pedir transferência. No entanto, nas escolas privadas de elite, onde a competição para estar entre os 10% superiores da classe sénior é difícil, pode prejudicar as chances de ser aceito em uma faculdade muito seletiva.

E existem escolas públicas supercompetitivas onde a admissão depende do resultado de testes competitivos que os alunos recebem no ensino fundamental ou médio.

Direito de se gabar

Os colleges gostam de se gabar. Eles gostam de se gabar sobre a porcentagem de estudantes admitidos que estão entre os top 10% das escolas, sobre a diversidade de sua faculdade. É o que eles fazem. E é o que mantém as aplicações fluindo ano após ano de escolas públicas e privadas. Não só isso, mas é estratégico e ajuda com os rankings do US News e World Report.

Para a Classe de 2020 de Dartmouth, 63% vieram de escolas públicas (um aumento de 60,8% no ano passado) contra 25,4% de escolas privadas (11,6% vieram de escolas paroquiais) e 94,6% se classificaram entre os top 10% do terceirão.

Então, assumindo que as faculdades estão olhando para dois alunos com resultados de testes padronizados igualmente impressionantes, mas um deles é o melhor aluno de uma grande escola secundária urbana onde ele ou ela teve que trabalhar fora da escola para aprofundar e desenvolver um interesse acadêmico, e o outro está entre os top 10% da aula em uma escola particular com pouco para separá-los, as estatísticas mostram que irão favorecer o candidato da escola pública. Mais uma vez, as decisões feitas não são tão simples assim, isso é apenas usando alguns dados históricos para fazer um levantamento sobre como e quem elas costumam favorecer.

Trabalhamos tanto com alunos das melhores escolas privadas do Brasil até alunos das escolas públicas mais públicas que possam existir. Se os alunos tiverem os melhores resultados e as melhores notas nas provas de admissão, esses são considerados candidatos de grande impacto e normalmente trabalham para aprofundar mais ainda seus interesses acadêmicos – onde o candidato estudou, se foi no Colégio Dante Alghieri ou na Escola Pública Cesário Coimbra, é apenas um pequeno detalhe.

Verdadeiro poder intelectual e a paixão pelo aprendizado não conhece fronteiras, e esses atributos atravessam a escolha da faculdade, linhas étnicas, econômicas, sociais e políticas.